Nosso Sindicato nasceu em 1931, ano em que duas importantes categorias fundaram seus Sindicatos.

Em 2 de janeiro de 1931 foi fundado o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Carris Urbanos, Trolley-Bus e Cabos Aéreos do Rio de Janeiro. Os trabalhadores se uniram e arrecadaram 80 mil réis para a compra da sede na Rua Maia Lacerda, no Estácio, onde funciona até hoje.

Em 18 de julho do mesmo ano, os cocheiros também fundaram seu sindicato, já caracterizado como dos Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Terrestres. Igualmente se uniram para a compra da sede, situada à Rua Camerino, 66, onde hoje é o Centro Cultural da categoria. Em 1934 o Sindicato passou a chamar-se Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários e Anexos do Rio de Janeiro.

Ambas as instituições eram guerreiras e lutaram bravamente pela garantia dos direitos dos trabalhadores. Em 1951, o então Sindicato dos Carris inclusive entrou na Justiça com Mandado de Segurança contra um ato do Presidente Getúlio Vargas, que autorizou uma retirada ilegal e 10 milhões de cruzeiros da conta destinada aos trabalhadores da Light na Caixa de Serviços Públicos dos Trabalhadores em Companhias Concessionárias de Serviço Público. A ação do Sindicato fez Getúlio receber o então Presidente, Odílio Nascimento da Gama, e garantir que não haveria prejuízos à categoria. O Sindicato conseguiu que o Governo aprovasse uma verba idêntica a que tinha sido retirada, 10 milhões na ocasião, para que os dirigentes sindicais vinculados à causa (havia outros sindicatos ligados à Light) construíssem suas colônias de férias. Daí veio a Colônia de Férias em Miguel Pereira.

Finalmente, depois de muitas conquistas parte a parte, e ainda durante o período negro da intervenção nos sindicatos, que foi mais crítico de 1964 a 1979, Carris e Rodoviários se unificaram. Uma assembléia histórica realizada em 1º de outubro de 1971 selou a decisão que deu ainda mais força à categoria: com o fim do bonde como principal forma de transporte e a desativação dos trolleys, os motorneiros e condutores votaram favoravelmente à sua incorporação ao Sindicato dos Rodoviários. A categoria cresceu numericamente, em patrimônio e em experiência de luta. Um salto de qualidade na força e consciência dos trabalhadores rodoviários do Rio de Janeiro.

Em 1972 uma nova intervenção, a nona, desautorizou as eleições democraticamente realizadas, que tinham colocado Sebastião Ataíde e Luiz Martins no poder, e impõs uma junta interventora para administrar o Sindicato. Mas, em 1994, os rodoviários retomam o Sindicato e iniciam uma revolução ao eleger por esmagadora maioria dos votos o companheiro Ataíde, novamente. O patrimônio da categoria foi gradualmente ampliado: subsede, delegacias regionais, consultórios médico e dentário e diversos outros benefícios para os associados.

Em 1996, ano em que o Branco assumiu pela primeira vez a Presidência, outras conquistas se somaram.

 
Voltar
 
Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro
Rua Maia Lacerda, 170, Estácio, Rio de Janeiro, RJ. Telefone: (021) 2503-9400